Fábrica Esteves & Pereira / J. M. Lucas Pereira (Casa da Roda)
Para além destas instalações, a fábrica “Esteves & Pereira” ocupava também a unidade situada no lugar do Outeiro. As primeiras fases do processo de transformação (cardação e fiação) eram efetuadas no imóvel da Fonte Santa, as secções de tecelagem, tinturaria e acabamentos estavam alojadas na segunda unidade fabril. Todas as empresas, que se seguiram a esta, distribuíam a sua produção de maneira igual.
Em 1927, a sociedade “Esteves & Pereira” foi extinta, sendo composta pelos industriais José Esteves de Carvalho Júnior e José Martins Lucas Pereira. Este último reteve o ativo e o passivo da empresa, passando esta a designar-se “J. M. Lucas Pereira”. A empresa laborou com o alvará de 2ª classe, n.º9 964, de 4 de Outubro de 1927.
Nesta unidade, utilizou-se a roda hidráulica, como principal fonte de energia, até bastante tarde. Em 1953, a firma “J. M. Lucas Pereira, Sucrs.” Possuía um motor a diesel, de 18cv, que apenas era utilizado nos meses do estio (julho, agosto e setembro).
Quando a firma “J. M. Lucas Pereira, Sucrs.” cessou o exercício da indústria, em 1953, este edifício foi adquirido pela Câmara Municipal de Manteigas que o viria a ceder para instalações da Escola de Hotelaria de Manteigas, que funcionou no imóvel até 1995.
Observações
Edifício fabril, de 1906(?) – Fonte Santa, São Pedro
Atividade: Cardação e Fiação
Ocupação: Esteves & Pereira (1906?-1927); J. M. Lucas Pereira (1927?-1950); J. M. Lucas Pereira, Sucrs. (1950-1963)
O edifício foi recuperado – desativado e adaptado para instalações hoteleiras do INATEL – Casa da Roda
Estado de conservação
Bom à data de 08-08-2014
Observações
O edifício foi recuperado (assim como a Roda foi restaurada), e adaptado a novas funções.
Bibliografia
Websites Consultados
http://manteigasemimagens.blogspot.pt/2012/01/ha-meio-seculo-atras-10.html
Anexo – Descrição Esteves & Pereira
Descrição:
1º Construção tradicional de 2 pisos e cave, com paredes em alvenaria de granito rebocadas ao nível do segundo piso, rasgadas pela fenestração regular com caixilharia em madeira, pavimento em betonilha e cobertura de 2 águas, revestida por telha do tipo canudo, assente em asnas de madeira. Adossada à fachada sul encontra-se ainda a primitiva roda hidráulica, que sofreu uma intervenção de conservação e restauro. A data de 1906, inscrita na fachada norte poderá corresponder à data de edificação do imóvel.
A montante deste edifício subsistem diversos vestígios de levadas que canalizavam a água do rio Zêzere até ao motor hidráulico desta unidade.
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