Gilbardeira (Ruscus aculeatus L.)
Família: Ruscaceae
Identificação: a gilbardeira é um arbusto que se mantém verde todo o ano. Possui folhas pequenas que terminam num pequeno espinho, os seus frutos são vermelhos e têm propriedades purgantes e a sua raiz pode ser usada com fins diuréticos.
Prefere zonas húmidas e sombrias principalmente o fundo dos vales junto às linhas de água. Não se adapta bem à altitude nem ao frio nem à geada. No concelho de Manteigas podemos encontrá-lo até aos 1400 metros de altitude, no entanto é pouco comum.
Em alguns casos devido à resistência e robustez das folhas é utilizado para fazer vassouras que são utilizadas para varrer as ruas e limpar chaminés.
O arbusto quando juvenil é comestível sendo preparado como o espargo. Devido à propriedade de se manter sempre verde mesmo depois de cortado, era intensivamente cortado e utilizado em arranjos natalícios. Atualmente possui estatuto protegido.
Distribuição: parte altântica da Europa e região mediterrânica. Em Portugal ocorre praticamente por todo o país.
Caducidade: persistente
Altura: até 1m
Porte: arbusto com rizoma de onde brotam numerosos caules, criando uma forma arredondada não muito densa.
Ritidoma: caules rígidos, verdes, com estrias longitudinais.
Folhas: reduzidas a pequenas escamas lanceoladas de poucos mm, membranáceas, de cuja axila se desenvolvem cladódios (ramos espalmados, neste caso em forma de folha) ovado-aguçados, rígidos, terminados em espinho, no centro dos quais se encontram 1-3 flores.
Estrutura reprodutiva: flores unissexuais solitárias sobre filocládios, envoltas por brácteas lenceoladas e membranosas de 2-3 x 0,7-1mm; perianto formado por peças livres com 4-5mm, esverdeadas; nas flores masculinas encontram-se três estames soldados em coluna pelos seus filamentos, coroados por anteras amarelas; fruto uma baga de cor vermelho-intenso, quando madura.
Floração: de janeiro a abril
Maturação dos frutos: de agosto a março
Habitat e ecologia: ocorre praticamente em todo o tipo de terrenos, mas prefere os locais frescos e sombrios, contudo não aguenta os frios e geadas das altitudes mais elevadas, ocorrendo dos 0 aos 1400m. É frequente nas florestas de sobreiro, de azinheira e de carvalho-alvarinho. Tolera razoavelmente a seca.
Usos e costumes: a raiz é usada como diurético. Os rebentos jovens da planta são comestíveis e preparados tal como os espargos. O facto de serem excessivamente recoletadas para arranjos natalícios motivou o condicionamento legal da sua colheita (muito duradoura depois de seca).
Modos de propagação:
Por semente: No início da primavera enterrar as sementes espaçadamente. Germinam melhor se se fizer estratificação a frio, no entanto pode demorar bastante, por vezes mais de 12 meses. Pode fazê-las crescer no interior, com alguma sombra, durante a primeira estação de crescimento. Para garantir que não carecem de nutrientes pode usar alimento líquido. Separe-as por vasos individuais na primavera seguinte e deixe-as crescer durante mais um ano, até as plantar no exterior, no início do verão. Proteja as plantas de lesmas. Por divisão, assim que a planta começar a crescer, no início da primavera. Divisões de maior dimensão podem ser plantadas logo nas posições finais. Pode também dividir em partes menores, plantando-as definitivamente no verão, quando estiverem bem estabelecidas.
Bibliografia
Websites Consultados
http://www.florestar.net/gilbardeira/gilbardeira.html
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