Capela de Santo António
A primeira referência a esta capela com invocação a Santo António é de 1708, na Corografia Portuguesa do Padre António Carvalho da Costa, na qual este descreve a vila de Manteigas, as suas igrejas e capelas, entre as quais esta, com a designação de “S. António alem do rio Zêzere para o Sul”. Supõe-se que a construção desta capela se deva aos frades que viviam naquela zona, de “além rio”.
Nas Memórias Paroquiais reunidas pelo Padre Luís Cardoso, cinquenta anos depois, a denominação mantém-se como “S. António d’Alem Rio” de maneira a distinguir-se de “S. António da Argenteira”, situada fora da vila, na Nave de Santo António.
O aspeto exterior das fachadas maioritariamente rebocadas a branco, apresenta detalhes em granito, nas molduras das portas e janelas, nas pilastras que formam os cantos da fachada principal, assim como a cruz que foi colocada ao centro, no topo da empena e os dois ornamentos piramidais, colocados lateralmente. Do lado esquerdo, da empena, foi colocado um pequeno campanário para suporte do sino, datado de 1933, como se vê inscrito no mesmo. O tipo de construção parece encaixar nos parâmetros das capelas de finais de século XVII ou início de século XVIII. Passou por obras de reparação, efetuadas a mando do Padre António Tarrinha.
No interior destaca-se o retábulo em talha dourada, tipicamente barroca, que ocupa toda a parede de fundo da capela-mor. Esta separa-se da nave por um arco de volta perfeita, mas apresenta pouca profundidade, sendo o espaço ocupado pela mesa de altar. O teto, de madeira, é trifacetado e apresenta-se pintado em toda a capela, mas especialmente na capela-mor, onde apresenta caixotões de tons dourados e fundo azul. Para além da imagem de Santo António, colocada ao centro do altar, existem mais quatro imagens: duas no retábulo (uma de cada lado do nicho central) e duas colocadas em cada lado do arco da capela-mor.
Estado de conservação
Bom à data de 30-09-2014
Bibliografia
Antologia I – Depoimentos Histórico – Etnográficos sobre Manteigas e Sameiro, José Lucas Baptista Duarte, Edição da Câmara Municipal de Manteigas, 1985
Dicionário Enciclopédico das Freguesias – 3º volume, Editora ANAFRE, 1997
Guia do Apreciador de Pintura – “Histórias e personagens que inspiraram as obras-primas da pintura ocidental” – Marcus Lodwick, Editorial Estampa, 2003
Padre António Tarrinha, Pastor Atento e Dedicado, Evocação nos 100 anos do seu nascimento, Ediçã0 Económico da Paróquia de S. Pedro, Manteigas, 2012
Corografia Portuguesa, Padre António Carvalho da Costa, 1708, pág. 351
Memórias Paroquiais de 1758, reunidas pelo Padre Luís Cardoso
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