Morcego-de-ferradura (Rhinolophus euryale)
Classe: Mammalia Família: Chiroptera
Ordem: Chiroptera Género: Rhinolophus
| Identificação | O morcego-de-ferradura é um mamífero de pequeno porte que apresenta apenas cerca de 50mm de corpo e 25mm de cauda.
O pelo apresenta uma cor castanha clara e as asas são negras. É um animal notívago e alimenta-se à base de insetos noturnos. Caça através de ecolocalização emitindo sons e identificando a localização de objetos e presas através do seu eco. Abriga-se em grutas ou minas, mesmo durante a hibernação. Em alguns casos pode habitar edifícios, tendo tendência para formar colónias e a coabitar com outras espécies de morcegos. Esta espécie de morcego ameaça extinção, pois a sua população em Portugal é de menos de 1000 indivíduos. O principal fator de risco para a espécie é a destruição do seu habitat o que leva à diminuição das presas de que o morcego se alimenta. |
| Distribuição | Em Portugal é mais raro no Sul que no Centro e Norte, não tendo ainda sido encontrado no Algarve |
| Habitat | Espécie predominantemente cavernícola, tanto para criação como para hibernação. No Sul do país parece ocupar quase exclusivamente grutas e minas de dimensões relativamente grandes, em todas as épocas do ano; no Norte foram encontrados alguns grupos em edifícios. |
| Alimentação | Os habitats de alimentação desta espécie não são bem conhecidos. Apesar de pouco conclusivo, um estudo realizado recentemente em Itália sugere que esta espécie utiliza para se alimentar predominantemente áreas de floresta de folhosas e galerias ripícolas. Captura predominantemente borboletas noturnas, tipulídeos e escaravelhos. |
| Reprodução | As fêmeas atingem a maturidade sexual por volta dos dois anos de idade. Nascimentos em Junho (uma cria por fêmea).
Tal como outras espécies de morcegos, é considerada frágil: por um lado, tem uma reduzida capacidade de recuperação (conferida por uma tardia maturidade sexual e uma baixa taxa de reprodução); por outro, o seu carácter colonial, sobretudo durante a época de criação (forma colónias com centenas de indivíduos) torna-a sensível a problemas que possam ocorrer nos poucos abrigos que ocupa. |
| Estatuto de Conservação | Vulnerável (VU) |
| Fatores de Ameaça | – A destruição e perturbação dos abrigos são os principais fatores de ameaça para esta espécie. A perda de abrigos pode ocorrer através do bloqueio das entradas de minas ou grutas por vegetação, derrocadas ou colocação de gradeamentos inadequados. A perturbação dos abrigos é particularmente grave em períodos críticos como a criação e hibernação.
– A destruição de florestas de folhosas autóctones bem desenvolvidas resulta na redução das áreas de alimentação disponíveis provocando a redução dos efetivos por alteração da composição da comunidade de insetos, base da dieta desta espécie. A poluição resultante da intensificação da utilização de produtos químicos na agricultura, pecuária e silvicultura, nomeadamente pesticidas e fertilizantes, pode provocar a redução da comunidade de insetos, diminuindo os recursos tróficos, e o envenenamento de adultos e juvenis. – A acumulação de compostos tóxicos nas fêmeas torna-se particularmente grave no período de gestação e amamentação das crias, comprometendo a taxa de sobrevivência destas. A destruição das galerias ripícolas, bem como de outras estruturas arbóreas, em bordaduras de caminhos e em parcelas agrícolas, poderá resultar na alteração da composição e abundância da comunidade de insetos. – O atropelamento pode ser um fator de mortalidade significativo para esta espécie, dado tratar-se de uma espécie de voo baixo, efetuado muito próximo do solo. Pela mesma razão, a utilização de vedações rematadas no topo com arame farpado pode ser responsável pela mortalidade de indivíduos desta espécie. A má imagem dos morcegos pelo Homem, associada a mitos e superstições, promoveu a perseguição direta a este grupo. |
Bibliografia
Websites Consultados
http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/rn2000/resource/rn-plan-set/mamif/rhi-euryale
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